sábado, 6 de setembro de 2008

Direitos iguais

Estave em um papo jurídico-social com alguns colegas (homens, claro!) e, no momento que foi colocado em pauta o fato das mulheres se aposentarem com 5 anos a menos (tempo de contribuição ou tempo de serviço) pronto: virei minoria de vez.
Fui massacrada sem qualquer chance de argumentação. Todos i-n-d-i-g-n-a-d-o-s porque esse benefício é injusto, porque pra isso as mulheres não querem direitos iguais e blá blá blá.
Minhas poucas tentativas de amenizar a coisa foram imediatamente revidadas, até que no fim eu disse: "Eu nunca pleiteei direitos iguais, tanto que o homem deve continuar trocando pneu de carro, programando DVD e consertando fechadura de porta!" A gargalhada foi geral e aproveitei o gancho pra mudar o rumo da prosa.
Não somos melhores nem piores, somente diferentes. E pra ser muito sincera nunca fui a favor deste circo de direitos iguais, pois perdeu o foco e tornou-se uma bandeira para que as mulheres se tornassem agressivas e competitivas.

Um comentário:

JO disse...

Quanto mais fervorosamente as mulheres querem assumir comportamentos e papéis tradicionalmente masculinos (nalguns casos aqueles que antes criticavam) mais os homens se sentem confortáveis com os benefícios e perdidos com os prejuízos para as relações amorosas. Os sexos estão a afastar-se, à medida que o que interessa já não é um equilíbrio de poder e de papéis mas sim a supremacia. É o que me parece.