sábado, 27 de setembro de 2008

Era uma tarde ensolarada e muito queeeente, e lá estava eu desfrutando de um saboroso sanduiche da maior rede de fast food mundial quando me deparei com uma cena interessante...
Entram no salão um senhor (com a cara de tédio e aborrecimento), uma moça e uma criança de uns 4 anos. O homem segue direto para o lado de fora e senta na área descoberta, sob um sol penetrante. A menina abre a porta e grita: "paaaaai eu quero o Shrek!". O homem aponta a moça com a cara de "peça a ela", acende seu cigarro e passa a olhar o movimento da rua. A menina então repete o pedido, desta vez para a tal moça, a mãe dela.
A primeira sensação que tive foi que o único refúgio daquele pobre homem era sentar num lugar onde nenhum ser humano suportaria. Só ele.
O segundo pensamento foi: a natureza é justa com as mulheres, pois limita seu período fértil para que possa ter vigor enquanto seus filhos crescem. Já com os homens não. Um homem de 60 anos pode perfeitamente ser pai.

Mas pra quê?
Não entendo por que homens com 60, 65 anos resolvem se aventurar na paternidade. Não existe um qualquer que tenha paciência para educar, tampouco terá muito para acompanhar seu crescimento. Imagine um pai de 80 anos levando o filho pra fazer vestibular. Ou na formatura da universidade.
Posso até ser leviana, mas enxergo isso como uma irresponsabilidade. O pai deve ser uma figura presente e atuante na criação de seus filhos. Um homem que se torna pai quando poderia ser avô estará privando seu filho do melhor que ele poderia ter: um paizão.

sábado, 6 de setembro de 2008

Direitos iguais

Estave em um papo jurídico-social com alguns colegas (homens, claro!) e, no momento que foi colocado em pauta o fato das mulheres se aposentarem com 5 anos a menos (tempo de contribuição ou tempo de serviço) pronto: virei minoria de vez.
Fui massacrada sem qualquer chance de argumentação. Todos i-n-d-i-g-n-a-d-o-s porque esse benefício é injusto, porque pra isso as mulheres não querem direitos iguais e blá blá blá.
Minhas poucas tentativas de amenizar a coisa foram imediatamente revidadas, até que no fim eu disse: "Eu nunca pleiteei direitos iguais, tanto que o homem deve continuar trocando pneu de carro, programando DVD e consertando fechadura de porta!" A gargalhada foi geral e aproveitei o gancho pra mudar o rumo da prosa.
Não somos melhores nem piores, somente diferentes. E pra ser muito sincera nunca fui a favor deste circo de direitos iguais, pois perdeu o foco e tornou-se uma bandeira para que as mulheres se tornassem agressivas e competitivas.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Paixão

Há um tempão atrás li um depoimento de uma jornalista que se dispôs a fazer um teste inusitado: dividir o mesmo teto com um homem, pra testar se eles se apaixonariam. Resultado? Eles ficaram caidinhos um pelo outro.
Eu penso que paixão é "provocada", não é algo que surge do nada. Eu pelo menos já passei por diversas estórias assim. Paixonites que às vezes duram 1 mês, mas que são arrebatadoras. Muitas vezes nem rola nada e se esvaem com o tempo. Daí a pouco surge outra pessoa no seu convívio e pimba! Lá vem a tremedeira de novo.
Eu tava pensando nisso quando surgiu o papo de relacionamento entre primos. Essa proximidade sem barreiras de beijo, abraço se transformam em algo mais. Quem não tem uma estória pra contar sobre um primo? Eu mesma tenho uma paixão mal resolvida com um primo há um tempão. E olhe que já ficamos muuuuitas vezes, e ele é completamente oposto a mim, mas basta ele chegar perto e eu piro!!!
A minha paixonite do mês é uma pessoa próxima e que tem namorada, mas ele é tão meigo e carinhoso comigo que me desarmo toda. Essa semana inventei pretextos para ligar pra ele todos os dias, e olhe que cada conversa não dura menos que meia hora!
Será que sou volúvel?

terça-feira, 17 de junho de 2008

Filhos

Li uma reportagem sobre casais de classe média que decidiram não ter filhos. O que me intrigou não foi a decisão tomada, mas os argumentos apresentados. O tripé gasto financeiro/tempo/trabalho foi recorrente. Justificativas pífias. Minha leitura disso é que as pessoas não querem algo que implique compromisso e responsabilidade. Ter filhos é tudo isso, acrescido de muita dedicação.

Eu conheço pessoas que decidiram não ter filhos pelo simples fato que não gostam de crianças, não tem paciência nem vocação. Até aí tudo bem...mas passou disso só existe um adjetivo: egoísmo.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Amigo "real"

Essa estória de amizade é interessante. Onde trabalho consegui somente uma amizade ( e o bendito se mudou, está a mais de 2000km de mim!!) e agora estou "sozinha". As pessoas que me cercam são muito diferentes de mim, gostam de panelinha e não consigo me identificar com este comportamento. Mas, para minha salvação, existe um "cliente"que sempre me liga. Trabalho no setor popularmente chamado de descasca abacaxi. é só o que faço o dia todo: ouvir problemas e buscar soluções. Pois este cliente que representa uma grande empresa (com quem falo há mais de 1 ano) tornou-se meu amigo. Somos tão próximos que basta o tom de voz para percebermos se o outro está com problema.
Até aí tudo bem, muitos amigos tem este feeling...o detalhe é que sequer sei a cor dele. Moramos na mesma cidade e não nos conhecemos pessoalmente. Estranho? Talvez. Mas amizade tem dessas coisas.

sábado, 3 de maio de 2008

Pais

Crescemos movidos pela fantasia. Somos embalados pelas estórias happily every after.
Dentre todas, a que mais entrenhamos em nosso coração e espírito é a nossa, em que nossos pais são os super-heróis. Digo isso em causa própria. Só agora, depois de formada e independente aceitei o lado humano deles.
No momento que eles resolveram se divorciar foi o meu castelo que desabou. Parecia que meu pai estava ME abandonando e que EU seria incapaz de reconstruir minha vida. O pai representa pra filha um ideal de homem...
Tomei partido de minha mãe e me voltei contra ele... quanta imaturidade!!! Tive brigas homéricas com ele e até me envergonho quando me lembro das barbaridades que lhe disse. Demorei muito tempo pra perceber que a decisão tomada por eles não me dizia respeito, independente do motivo da separação.
Pelo menos percebi a tempo de reconstruir meu relacionamento com meu pai. E agora olho para eles com uma admiração diferente, adulta, sabendo e aceitando suas falhas ( afinal também sou cheia de falhas e mesmo assim eles me amam incondicionalmente).
Quero escrever minha própria história, construir minha família e fazer de tudo para que meus filhos enxerguem meu lado humano, sem esquecer da pitada de fantasia, claro!




domingo, 20 de abril de 2008

Adeus aos amigos

Perdi muitos amigos...Não, eles não morreram, nem se mudaram para a austrália. Simplesmente casaram.
O casamento é a sentença de morte para a amizade entre homem e mulher. Constatei isso hoje, quando percebi que me restam 2 amigos, ambos solteiros. Os demais foram engolidos pela rotina e pelo controle implacável das esposas ciumentas.
Eu tinha um grande amigo que se casou no ano passado. Antes disso nos falávamos diariamente, quer seja por internet, celular ou pessoalmente. Depois, ainda o visitei umas 2 vezes na casa dele, mas a mulher dele nem o deixava conversar comigo, tanto que ele simplesmente saía da sala e me deixava sozinha com ela. Se eu quisesse amizade com mulher (o que aliás não gosto) arranjaria uma amiga, eu tava ali pra ver ele. Tudo bem ela ficar na sala, participar da conversa, mas o que rolava era um monólogo. Resultado: não o visito mais e nos afastamos.
Em outro caso, ele nem pode chegar perto de mim que ela já vem com piada do tipo: " o que vocês estão cochichando?" Aff, pra mim isso é o fim!!!
Outro fato importante é que, antes do casamento, elas fazem de tudo para agradar, porque sabem que a amiga é uma conselheira dele. Um amigo meu solteiro tem 2 namoradas e está na fase de decidir com qual ficar. Saímos em oportunidades diferentes (óbvio) com cada uma delas. Fazem questão de ser simpáticas e agradáveis...aaaaahhhhhh quanta falsidade!!!

Eu me pergunto se realmente uma amiga de tanto tempo representa mais ameaça do que os "amigos" do futebol, do trabalho e do happy-hour. Enquanto isso vou assistindo de "camarote" meus amigos serem enjaulados em um mundinho determinado por suas esposas.


sábado, 19 de abril de 2008

Violência

Nas últimas semanas não se fala em outra coisa: o pai e a madastra que assassinaram uma menina de 5 anos. Enquanto ouço diariamente (e o dia todo) a indignação das pessoas quanto à crueldade deles, minhas perguntas são outras:
* Será que existe limite para o amor, ao ponto do pai matar a própria filha para mascarar as agressões cometidas contra ela pela sua atual mulher?
* Por que as mulheres insistem em ver tudo relacionado à ex como ameaça?

Essas infelizmente são as questões-chave para o crime: amor e ciúme. Claro que não estou reduzindo a isso, seria simplista demais, pois há uma grande dose de desequilíbrio emocional neste caldo. Mas esses sentimentos alavancaram tudo. Quando não se tem maturidade emocional tudo é potencializado.

Pessoalmente o que me dói mais é imaginar a cena do pai segurando a filha pelos pés e soltando-a pela janela. Esse instante que ele abre as mãos selando o destino dela é o mais cruel.


quinta-feira, 27 de março de 2008

A lei da atração

Interessante... o proibido agrada os olhos (e o coração)
Onde trabalho chegou uma novata que atrai os olhares de todos os solteiros de plantão.
Ela, muito reservada (e tímida) sempre deu pouca liberdade.
Eis que surge um homem casado e totalmente desinteressado. Bingo! Ela está caidinha por ele.
Chega a ser engraçada a situação: o casado faz de tudo para que ela se interesse pelo amigo dele, mas ela se desmancha por ele!!!
Ele é um homem sagaz, acredito que já tenha percebido, mas sua postura permanece inabalável (até quando não sei)

Não posso dizer pelos homens (afinal se soubesse o que passa na cabeça deles estaria rica vendendo livro) mas mulher tem um comichão quando se depara com um homem alheio ao seu poder de fogo. Digo por experiência própria, já passei por essa algumas vezes.

Somos vocacionadas a sofrer ou somos movidas pelo desafio?

quinta-feira, 6 de março de 2008

Tolerância

No meu conceito a tolerância é a atitude que mais depende de nossa "vontade", mais está sob nosso controle e ao mesmo tempo é a mais difícil de dominar.

Cabe a mim decidir o quanto a postura de outra pessoa vai me atingir, me incomodar. Será que devo me estressar com o cara que me dá uma fechada no trânsito ou me aborrecer com aquela colega de trabalho que só sabe reclamar da vida ou fechar a cara toda vez que me deparo com a vizinha folgada?

Uma boa maneira de testar a quantas anda a nossa tolerância é tirar um dia todo sem se aborrecer...difícil? Basta no final do dia relembrar tudo que te tirou do sério e perguntar: valeu a pena? O que ganhei com isso? Resolveu o problema?

Pronto: basta isso pra ver o quanto nos desgastamos com coisas menores...



sábado, 1 de março de 2008

Fidelidade

Fidelidade é um assunto polêmico...tanto que nem me aventuro a apresentar qualquer conceito, mesmo porque cada um tem o seu...

Mas recebi um
m@il que me deixou com a pulga atrás da orelha...

Eu nem vou comentar os conceitos que dizem que traição masculina é hormonal ou que 99% dos homens traem, isso é batido e está em toda e qualquer menção sobre fidelidade...Mas o autor desta mensagem deu um conselho e fez uma declaração que me encucaram.

O conselho é simples: Mulheres, construam um muro transparente e não muito alto em torno de seus homens. O homem não pode se sentir sufocado, mas também não deverá estar solto. Esse ponto de equilíbrio é que, pra mim, é um mistério do Universo.

A declaração me encabulou... Os homens preferem se relacionar com as mulheres casadas. Por que? Pelo simples fato de que as casadas não pegam no pé, ameaçando a tão desejada liberdade masculina.
Claro que lancei isso numa roda de amigos. Sabe o que me disseram: " Você não sabia disso?" e " Muita gente que conheço pensa assim"... olhe que sempre convivi com amigos homens, mas pela primeira vez fui pega de surpresa. Me senti muito ingênua em não perceber isso.

Ainda estou digerindo esta informação...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Paixão

Uma colega (casada) descobriu que seu amado affair deu um pequeno desfalque onde trabalha...o que ela fez? Não pestanejou e emprestou no ato a grana pra ele.

Na rodinha de amigas não rolou outra pergunta: até que ponto vai a cegueira de uma mulher apaixonada?

Eu já fiz muita besteira por paixão, do tipo:

* Ver um ex com outra e ficar na frente da casa dele de madrugada esperando o dito cujo chegar pra tentar reatar;
* Fingir que o alcoolismo do cara era apenas uma bebedeira casual

mas daí a conviver com um cara "picareta" e ainda socorrê-lo com meu dinheirinho suado? Never!!!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Dia da mentira

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